Pequeno relato sobre a segurança em São Paulo.

Hoje, voltando do Prêmio Jabuti na Sala São Paulo, pude ter uma visão um pouco mais clara do clima de segurança em São Paulo. Ao menos do centro da cidade.

A cracolândia na região da estação Julio Prestes, Sala São Paulo, já está praticamente reconfigurada, tal qual existiu antes da “desocupação”. Inclusive com ruas já totalmemte tomadas, impedindo a circulação de carros e pedestres não-viciados.

Outro aspecto é ver toda a região entre a Julio Prestes e Avenida Nove de Julho totalmente desertas, com pouquíssimos carros circulando e praticamente ninguém nas calçadas. Apenas pequenos grupos de pessoas nos pontos de ônibus, visivelmente tensas. Isso as 23:30, horário que tecnicamente muita gente está circulando depois das aulas nas faculdades. Pizzarias trabalhando com portas abaixadas pela metade.

Movimentação de pessoas nas ruas eu só observei só na região da Rua Augusta, vindo da Rua Treze de Maio, na Rua Frei Caneca. Na avenida 9 de julho, movimentação praticamente nenhuma. E, como sempre, a Avenida Paulista e Augusta bastante agitadas, com trânsito moroso que já lhes são características. Nas duas, pessoas tranquilas nas calçadas e mesmo pessoas fazendo caminhada, correndo, andando de skate. Duas cidades completamente diferentes. Sendo que apenas em uma porção muito pequena de território as pessoas têm liberdade de ir e vir, de se sentirem integrantes do espaço urbano. Enquanto uma imensa porção território, muito maior do que a área Augusta/Paulista, oprimida por uma violência presumida e eminente.

Se isso não for toque de recolher… Não sei do que se trata…

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About mezgravis

Formado em Ciências Sociais, mestre em Geografia Humana, pesquisador da economia do livro e da ascensão definitiva das informações no sistema produtivo contemporâneo.
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One Response to Pequeno relato sobre a segurança em São Paulo.

  1. Punk Canibal says:

    Isso me lembrou das maltas de capoeiras que assustavam o Rio de Janeiro no final do século XIX. A República perseguiu vários, mandou uns pra amazônia e anistiou outros, que se tornaram valentes servidores do exército nacional… Mas as maltas tinham a honra, não a pedra, que os movia.

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